Em 2015, a Guiana viu seu destino mudar drasticamente com a descoberta de quase 11 bilhões de barris de petróleo em suas águas costeiras pela multinacional Exxon. A produção começou em 2019, e atualmente cerca de 650 mil barris são extraídos diariamente, com planos de aumentar para 1,3 milhão até 2027.
Localizada entre o Brasil, Venezuela e Suriname, a Guiana é conhecida por suas florestas tropicais que cobrem quase 90% de seu território. Apesar de ser reconhecida como um campeão climático, a nação está agora no caminho de se tornar altamente dependente da extração de petróleo.
Como a Guiana Está Equilibrando Desenvolvimento e Sustentabilidade?
O governo guianense vê o petróleo como uma oportunidade para alcançar a prosperidade econômica. Desde a descoberta, líderes políticos promovem a ideia de que a riqueza gerada pelo petróleo pode financiar melhorias em infraestrutura, saúde e adaptação climática.
No entanto, críticos argumentam que a dependência do petróleo pode comprometer a liderança climática do país e aumentar sua vulnerabilidade às mudanças climáticas.
Apesar do crescimento econômico impressionante, com o PIB aumentando mais de 33% em 2023 e 40% em 2024, muitos guianenses não veem esses benefícios refletidos em suas vidas diárias. A inflação e o aumento dos preços dos alimentos têm sido uma preocupação constante.
Quais São os Desafios e Oportunidades do Petróleo na Guiana?
A Guiana enfrenta o desafio de evitar a “maldição dos recursos”, onde a riqueza natural pode levar a corrupção e instabilidade política. A história de países vizinhos, como a Venezuela, serve como um alerta sobre os riscos de uma economia dependente do petróleo.
Além disso, o contrato de 2016 com a Exxon, que permite à empresa recuperar até 75% de seu investimento antes de dividir os lucros, tem sido criticado por ser desfavorável ao país. A Exxon afirma que o contrato é competitivo e que a Guiana está se beneficiando significativamente com os lucros do petróleo.