Um dos refrigerantes mais populares do Brasil, o 7 Up, que já ocupou a terceira posição entre os mais consumidos no mundo, desapareceu das prateleiras dos mercados. O sumiço da bebida pegou muitos consumidores de surpresa e gerou especulações sobre os motivos da sua retirada.
A ascensão e queda de um gigante do mercado
O 7 Up surgiu nos Estados Unidos e rapidamente conquistou consumidores. Seu sabor cítrico e borbulhante foi um diferencial que ajudou a marca a crescer e, em 1933, já era amplamente reconhecida no país. No final da década de 1940, tornou-se o terceiro refrigerante mais consumido no mundo, consolidando sua presença global.
O controle da marca passou por diversas mãos ao longo dos anos. Em 1986, a PepsiCo adquiriu parte da 7 Up, ficando responsável pela distribuição na América Latina, o que contribuiu para sua popularização no Brasil. No entanto, apenas dois anos depois, a empresa foi vendida para a Cadbury Schweppes, dona do Dr Pepper, o que modificou a estratégia da marca em diversos países, impactando sua presença no mercado brasileiro.
O período de maior auge do 7 Up no Brasil ocorreu entre os anos 1990 e 2000, quando se consolidou como uma das opções favoritas dos consumidores. No entanto, com o passar do tempo, a marca começou a perder espaço. Mudanças nos hábitos de consumo, aumento da concorrência e estratégias comerciais de grandes fabricantes influenciaram sua queda. Aos poucos, o refrigerante foi se tornando cada vez mais difícil de encontrar.
Além da concorrência acirrada, fatores econômicos também pesaram na trajetória da bebida. A alta nos custos de produção e dificuldades logísticas afetaram sua distribuição. Isso resultou na redução da presença do produto nos pontos de venda, até que seu sumiço se tornou evidente.
A marca ainda não divulgou um posicionamento oficial sobre a retirada do 7 Up do mercado. Enquanto isso, consumidores que eram fãs do produto lamentam sua ausência e buscam alternativas similares para suprir a falta do sabor icônico que marcou gerações.