A dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó, com mais de 50 anos de carreira, expressou preocupação em relação aos altos cachês pagos a cantores em cidades de pequeno porte.
Além disso, a dupla que a música sertaneja sempre teve forte ligação com o público do interior, e que é fundamental que os eventos promovidos nessas localidades aconteçam de forma justa e sustentável, sem comprometer as finanças municipais.
Os veteranos destacam que valores elevados, especialmente quando provenientes de verbas públicas, podem comprometer investimentos em áreas essenciais como saúde e educação.
Posição de Chitãozinho e Xororó
Em entrevista à Folha de S. Paulo, os irmãos destacaram a importância da transparência nos contratos firmados entre artistas e administrações municipais
Xororó enfatizou que não vê lógica em prefeitos oferecerem, nem em artistas aceitarem, pagamentos tão altos em cidades de pequeno porte. Ele afirmou: “As coisas têm que ser às claras. Não tem lógica, não tem cabimento nem o prefeito fazer isso nem o artista receber, mas cada um é cada um.”
Investigações no sertanejo
Recentemente, o Ministério Público iniciou investigações sobre possíveis irregularidades nos pagamentos de altos cachês a artistas financiados com dinheiro público, em um movimento conhecido como “CPI do Sertanejo”. Nomes como Gusttavo Lima e Zé Neto & Cristiano estão entre os citados nas apurações.
A postura de Chitãozinho e Xororó ressalta a importância de práticas éticas e transparentes no meio artístico, especialmente quando envolvem recursos públicos destinados a eventos culturais em comunidades menores.