Nos últimos anos, a exploração espacial tem avançado significativamente, revelando detalhes surpreendentes sobre o universo e descobrindo novos exoplanetas. No entanto, mesmo dentro do nosso Sistema Solar, ainda existem mistérios que intrigam os cientistas. Um desses enigmas é a possível existência de um nono planeta, que permanece invisível aos telescópios.
A ideia de um nono planeta surgiu após a descoberta de Netuno, em 1846, quando os cientistas perceberam que deveria haver um corpo celeste capaz de influenciar as órbitas de Urano e Netuno. Embora Plutão tenha sido descoberto em 1930, ele não conseguiu explicar essas influências, levando à retomada da busca por um nono planeta, que se acredita estar além do Cinturão de Kuiper.
Por que o Planeta 9 é tão difícil de encontrar?
Acredita-se que o Planeta 9 esteja situado em uma região extremamente distante e escura do Sistema Solar, tornando sua detecção um desafio. Estima-se que ele esteja cerca de 600 vezes mais distante do Sol do que a Terra, o que dificulta a observação direta. Para aumentar as chances de localizá-lo, os astrônomos têm se concentrado em estudar suas possíveis características, como tamanho, órbita e influência gravitacional sobre outros corpos celestes.
Como os cometas podem ajudar na busca pelo Planeta 9?
Pesquisadores da Unesp, em colaboração com cientistas internacionais, estudam a influência do hipotético Planeta 9 na formação e trajetória de cometas no Sistema Solar. Ao simular um modelo do Sistema Solar que inclui o nono planeta, eles observaram que sua presença afetaria a formação de regiões como o Cinturão de Kuiper e a Nuvem de Oort, que são reservatórios de cometas.
Essas simulações indicam que o Planeta 9 poderia influenciar diretamente a produção e distribuição de cometas, fornecendo pistas sobre sua localização. A análise das órbitas de cometas conhecidos e suas interações gravitacionais podem ajudar a identificar a região do espaço onde o Planeta 9 pode estar.