A exploração de petróleo na Margem Equatorial brasileira surge como uma oportunidade significativa para o setor energético do país. Um estudo recente, apresentado por Pietro Mendes, secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, projeta investimentos de US$ 56 bilhões e uma arrecadação governamental de US$ 200 bilhões, além da geração de mais de 300 mil empregos.
A licença ambiental é um ponto crucial para o início das operações, pois o contrato da sonda, que será deslocada da bacia de Campos para o Amapá, vence em outubro deste ano. A expectativa é que, após o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Japão, uma reunião entre ele, ministros e o presidente do Ibama resolva o impasse, impulsionando as ações da Petrobras.
Por que a Margem Equatorial é Estratégica?
A Margem Equatorial é vista como fundamental para a recomposição das reservas de petróleo do Brasil, que podem começar a declinar na próxima década. O estudo destaca que a região pode conter um “novo pré-sal”, semelhante às descobertas na Guiana e Suriname. O poço FZA-M-59, que será perfurado, foi adquirido pela Petrobras e BP em uma licitação do governo, mas a BP desistiu da parceria em 2021 devido à demora na emissão da licença ambiental.
Além disso, a Petrobras já investiu R$ 1 bilhão na perfuração do poço, com o aluguel da sonda estimado em cerca de US$ 400 mil por dia. Os recursos destinados para a bacia Foz do Amazonas são consideravelmente maiores do que os empregados nas bacias de Campos e Santos, destacando a importância estratégica da região.
Quais são os Desafios Ambientais?
Um dos principais desafios para a exploração na Margem Equatorial é a questão ambiental. O único ponto pendente no processo de licenciamento é o tempo de resposta a eventual fauna oleada. Para mitigar esse risco, a Petrobras está construindo um novo Centro de Reabilitação de Despetrolização de Fauna (CRD), que poderá ser vistoriado a partir de 7 de abril.